A cruz de Jesus e as outras cruzes - análise das três atitudes dos três crucificados no Calvário, Jesus e os dois ladrões

No Calvário, havia três cruzes, porque Jesus foi crucificado entre dois ladrões, dizem os quatro Evangelhos (
Mateus 27, 34-44; Marcos 15, 21-32; Lucas 23, 26-43; João 19, 17-24). A intenção dos algozes era sublinhar a humilhação. E cumpriam desse modo a profecia de Isaías: «Foi contado entre os malfeitores» (cf. Isaías 53, 12; Lucas 22, 37).

Jesus, na sua cruz, «Ele próprio entregou a sua vida à morte, tomando sobre si os pecados de muitos, e sofreu pelos culpados», como foi anunciado por Deus pela boca do profeta Isaías. Quem o testemunhou pôde comprová-lo, como o Apóstolo Pedro: «Cristo padeceu pelos pecados, de uma vez para sempre – o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus» (1 Pedro 3, 18).

Um dos ladrões blasfemava contra Deus e injuriava a Jesus. Revoltado, não aceitou a sua cruz.

O outro ladrão – a quem a tradição chamou Dimas e a Igreja celebra como São Dimas – praticou todas as virtudes: a Fé, reconhecendo em Jesus o Messias; a humildade, confessando os próprios pecados; a caridade e o apostolado para com o outro ladrão, dando-lhe bons conselhos; a paciência e a oração, pedindo a Jesus que se lembrasse dele.

E Jesus respondeu-lhe: «Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso» (Lucas 23, 40-43).

Fernando Felix, em Almanaque Comboniano para 2026

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