As cinco belas flores do nosso jardim interior, segundo São Vicente de Paulo, místico da caridade

A flor da simplicidade
, que nos permite ser e apresentar-nos diante dos outros da forma como Jesus sonha que sejamos, sem vergonha ou sentimento de inutilidade. “Ah! Simplicidade, que não tem em vista a não ser Deus, o que corresponde a recusar qualquer outro motivo que não seja Deus ou algo transparente!” (
São Vicente de Paulo, místico da caridade, Obras Completas, p. 315).

A flor da humildade, por meio da qual reconhecemos e aceitamos com alegria que nós, enquanto seres humanos, não somos omnipotentes, omniscientes ou capazes de realizar tudo o que desejamos, mas que Jesus tem a última palavra e sabe melhor do que nós.
«A humildade […] consiste em aniquilar-se diante de Deus e se apegar assim mesmo, para colocar Deus em seu coração, em não procurar a estima e a boa opinião dos homens e em combater, sem trégua, todos os movimentos da vaidade” (São Vicente de Paulo, Obras Completas, p. 309).
 
A flor da mansidão, que floresce quando compreendemos que qualquer comportamento oposto à mansidão não conduz a nada de bom, mas gera grande discórdia, sofrimento e dor.
«A mansidão não só faz com que desculpemos as afrontas e injustiças por nós recebidas, mas até mesmo quer que tratemos brandamente, com palavras amistosas, aqueles que as cometeram contra nós...» (São Vicente de Paulo, Obras Completas, p. 195).
 
A flor da mortificação, pela qual renunciamos a coisas e pessoas às quais somos apegados de maneira perniciosa, e oferecemos os nossos próprios momentos de provação, dores e lutas para ajudar os outros em situações mais difíceis.
«A mortificação é um caminho para o desapego das coisas materiais, das pessoas e até mesmo de cargas e funções. Com a mortificação conhecemos o altruísmo» (São Vicente de Paulo).
 
A flor do zelo pela salvação das almas, para que cada ser humano no mundo possa um dia chegar ao Céu.
«O zelo apostólico é a participação no ardor de Cristo, o desejo de nos revestirmos de seu espírito» (São Vicente de Paulo).
 
Padre Tomaž Mavrič, Congregação da Missão, na
«Carta da Quaresma 2025 à Família Vicentina», com o título
«Quando nos sentimos totalmente abandonados, o nosso jardim começa a produzir as mais belas flores jamais imaginadas!»

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