A maioria dos católicos, com os seus bispos e sacerdotes à cabeça, são cultivadores de árvores preciosas, com muitas folhas, mas sem frutos de verdadeira religiosidade. É um espetáculo de ritos, rotinas, orações incoerentes, erros doutrinais, templos sumptuosos e ídolos coroados vestidos de seda e ouro!
Bastaria ver o número de fiéis ingénuos que rezam terços e acendem velas ou levam flores para “pressionar Deus” a dar saúde ao papa. Pura expressão de religiosidade vazia.
Na realidade, estão a insultar Deus, chamando-lhe distraído, impiedoso, surdo e cego, por não cuidar do seu filho Francisco.
Nós, sim, preocupamo-nos. Mas queremos parecer mais misericordiosos, fazemos dias de jejum e de oração... para convencer Deus a fazer... o que - julgamos nós - Ele não faz por sua iniciativa. Como somos bons a pressionar Deus para ser bom!
Não haverá catequista que instrua os fiéis de que não é assim que se trata Deus, insultando-O e acusando-O de não fazer nada?
Ninguém lhes diz que Deus já está a fazer tudo, e bem feito, e o que falta fazer está nas mãos humanas dos médicos?
Se queremos fazer alguma coisa pelo papa, cantemos-lhe, agradeçamos-lhe o seu exemplo, acompanhemo-lo, dêmos glória a Deus com ele! Mas não insultemos Deus, chamando-lhe “deus mesquinho e insensível”.
Haverá algo mais absurdo do que pretender ensinar Deus a ser bom?
O Deus em que acredito embala o papa - e cada pessoa - nos seus braços, inclusive mesmo que eu não tenha qualquer simpatia por quem está doente ou a precisar de uma bênção divina.
A questão é: e eu, faço a parte que me compete? A conversão que Deus nos pede é descobrir os dons que Ele nos deu e pô-los a prodzir frutos para o nosso crescimento pessoal e para o bem de toda a Humanidade.
Jairo del Agua, em Religión Digital
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