«Sem a presença viva de Jesus, a Igreja seria um grupo de homens e mulheres numa casa de portas fechadas, por medo»

O Evangelho de João - João 20, 19-32descreve os traços sombrios da situação da comunidade cristã quando no seu centro está ausente Cristo ressuscitado. Sem a sua presença viva, a Igreja torna-se um grupo de homens e mulheres que vivem «numa casa de portas fechadas, por medo dos judeus».

Com as «portas fechadas», o «medo» pode paralisar a evangelização e bloquear as nossas melhores energias. O medo leva-nos a rejeitar e a condenar. Com medo não é possível amar o mundo. Mas, se não o amamos, não o estamos olhando como o olha Deus. E, se não o olharmos com os olhos de Deus, como comunicaremos a sua Boa Nova?

Perguntas
Se vivemos de portas fechadas, quem sairá do redil para procurar as ovelhas perdidas?
Quem se atreverá a tocar em algum leproso excluído?
Quem se sentará à mesa com pecadores ou prostitutas?
Quem se aproximará daqueles esquecidos pela religião?
Aqueles que querem procurar o Deus de Jesus encontrar-nos-ão de portas fechadas.

Respostas
A nossa primeira tarefa é deixar o Ressuscitado entrar através de tantas barreiras que erguemos para nos defendermos do medo. Que Jesus ocupe o centro das nossas igrejas, grupos e comunidades. Que só Ele seja fonte de vida, de alegria e de paz. Que ninguém ocupe o seu lugar. Que ninguém se aproprie da sua mensagem. Que ninguém imponha um estilo diferente do seu.

José Antonio Pagola, em Grupos de Jesús

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