1. Robert Francis Prevost nasceu em 14 de setembro de 1955, em Chicago, EUA, filho de Louis Marius Prevost, de ascendência francesa e italiana, e Mildred Martínez, de ascendência espanhola. Ele tem dois irmãos, Louis Martín e John Joseph. Era uma família de classe operária.
Cresceu na zona sul de Chicago. Antes de vestir branco, usava uma parka vermelha. Na paróquia da sua
infância, havia jantares de peixe frito, festas de bairro e o tipo de
comunidade que moldou a sua profunda compaixão.
2. Trabalhou como professor no liceu antes de entrar para o
seminário. Ensinou História e foi treinador de basquetebol. Os seus
alunos dizem que ele era duro, justo e que reparava sempre no miúdo que estava
sozinho ao almoço.
3. Percorreu 500 quilómetros a pé pela fronteira entre os
EUA e o México. Nos seus trinta anos, tirou uma licença sabática para viajar a
pé com migrantes e requerentes de asilo. Isso mudou a sua visão do papel da
Igreja no mundo.
4. Fala seis línguas: inglês, espanhol, italiano, francês, português e língua gestual. Aprendeu a
língua gestual na sua primeira paróquia para melhor servir os membros surdos da
comunidade e tem continuado a usá-la desde então.
5. É fã de jazz e toca um pouco de trompete. Diz que o
jazz lhe ensinou a ouvir com atenção, a improvisar com humildade e a deixar o
silêncio falar.
6. Uma vez jejuou durante 40 dias num mosteiro sem Internet
nem eletricidade. Não para provar nada, apenas para ouvir. Descreveu esse
período como o mais solitário e o mais cheio de graça da sua vida.
7. Recusou duas vezes a promoção a bispo. Das duas vezes,
recusou porque ainda não tinha acabado «de ser um pároco que cozinha
esparguete para os funerais e chora nos baptismos».
8. O primeiro telefonema que recebeu depois de se tornar
papa foi do seu melhor amigo de infância. Ele disse simplesmente: «Não
vais acreditar no que acabou de acontecer.» O seu amigo pensou que ele
estava a brincar.
9. Escolheu o nome Leão em honra do Papa Leão XIII, um
reformador social que deu ênfase à justiça, aos direitos dos trabalhadores e ao
empenhamento moderno na sociedade.
10. Nunca teve um carro. Mesmo quando era cardeal, insistia
em andar a pé, de bicicleta ou de transportes públicos.
11. O seu livro preferido não é um texto teológico, mas O
Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry. Citou-o em homilias, cartas e uma
vez durante um retiro privado no Vaticano. "O que é essencial é invisível
aos olhos", disse muitas vezes.
12. Nunca usa smartphone. Anda com um telemóvel flip e
usa um calendário de papel escrito à mão. Diz que isso o impede de
"desaparecer no ruído".
13. A sua diretora espiritual há mais de vinte anos é uma
freira de 92 anos. Continuam a falar todas as semanas. Uma vez
ela disse-lhe: «Tenha a coragem de ser pequeno.» Ele escreveu isto no
seu breviário.
14. Guarda um crucifixo esculpido em madeira de um barco de
emigrantes naufragado. Foi-lhe oferecido por um pescador siciliano que resgatou
18 sobreviventes do mar.
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