É Pentecostes! E não é possível ser cristão sem o Espírito de Deus. E esse
Espírito é quem nos habita, capacita e consola. O próprio Jesus não fez nem
disse nada sem essa Presença na sua vida. Ele clamou para si mesmo a profecia:
«O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e a recuperação da vista aos cegos, a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar o ano da graça do Senhor» (Lucas 4, 18-19).
Isto tem implicações evangélicas para nós hoje. Significa
que, sempre que clamamos a Deus “Vem, Espírito Santo”, não estamos
necessariamente a pedir sentimentos reconfortantes e um pouco mais de paz. Ao
fazê-lo podemos até estar a pedir sentimentos desconfortáveis e mais algumas
lágrimas.
Orar “Vem, Espírito Santo” é abrir toda a minha vida - o meu
coração, a minha agenda e até a minha conta bancária - a um realinhamento
perturbador das minhas prioridades espirituais, políticas e financeiras, longe
de mim próprio e em direção às pessoas que estão à margem.
Uma das divisões mais tristes e desnecessárias na Igreja de
hoje é o fosso entre aqueles que dão prioridade ao Espírito Santo, mas
negligenciam o seu coração pela justiça social, e aqueles que dão prioridade à
justiça social, mas negligenciam o poder sobrenatural do Espírito. A missão de
Jesus integra claramente ambos: “O Espírito do Senhor está sobre mim, diz Ele, “para anunciar a boa nova aos pobres.”
Reflexão de Pete Greig na App Lectio 365
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