O Batismo insere a pessoa num projeto de vida cristã radical: processo contínuo de conversão pessoal e de transformação da sociedade à imagem de Jesus Cristo

«A Igreja precisa da radicalidade do Evangelho, para não se alinhar com a tibieza do mundo» (cardeal Robert Sarah)

Coloquemos diante de nós uma imagem de Jesus Cristo na cruz e detenhamo-nos um momento diante Dele. Meditemos na máxima, radical, expressão de amor que a Humanidade alguma vez conheceu: o próprio Deus crucificado por amor a ti e a mim, por amor a todos!

«Ignorais que todos nós, que fomos baptizados em Cristo Jesus, fomos baptizados na sua morte? Pelo Baptismo fomos, pois, sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova» (Carta aos Romanos 6, 3-4).

O Batismo insere a pessoa num projeto de vida cristã radical.

A radicalidade, nesse contexto, não se refere a um extremismo ou fanatismo, mas sim a um compromisso autêntico e profundo com os ensinamentos de Jesus, buscando uma transformação genuína da própria vida e da sociedade

A tristeza do mundo, mencionada na frase, pode ser entendida como o vazio existencial, a busca por prazeres passageiros, a superficialidade nas relações, a falta de esperança e a sensação de desesperança que muitas vezes permeiam a sociedade contemporânea. 

A Igreja, se se afastar da radicalidade do Evangelho, corre o risco de se acomodar a essa tristeza, perdendo o seu potencial de ser luz e sal da terra, de oferecer esperança e transformar vidas.

A radicalidade do Evangelho, por outro lado, convida à conversão contínua, à busca da santidade, ao amor ao próximo, à prática da justiça e à construção de um mundo mais fraterno e justo. É um convite a viver os valores do Reino de Deus aqui e agora, a ser sal e luz no mundo, a oferecer esperança e consolo àqueles que sofrem. A Igreja, ao abraçar essa radicalidade, torna-se um farol de esperança e um testemunho vivo do amor de Deus, capaz de resgatar aqueles que se encontram na tristeza do mundo.

Em resumo, a frase ressalta a importância de a Igreja não se deixar moldar pela cultura do mundo, mas sim de se deixar transformar pela radicalidade do Evangelho, buscando uma vida de profunda fé, esperança e amor, capaz de oferecer ao mundo a alegria e a paz que só Deus pode dar. 

«Com Jesus Cristo, a Igreja não é assustadora, mas aquece o coração.»

«Numa Igreja de irmãos e irmãs, temos condições de apreciar o valor e a beleza da imensa variedade e diversidade dos carismas (dons) e dos ministérios (serviços), que o Espírito Santo (o Deus Amor) suscita na no Corpo de Cristo, para benefício de todos.»

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