«O resumo da Boa Nova de Jesus é uma descoberta alegre: o meu Pai ama-me, os meus irmãos precisam de mim e eu preciso deles»
Na parábola do Bom Samaritano - ler Lc 10,
25-37, o letrado que interpela Jesus formula muito bem a sua pergunta:
«Quem é o meu próximo?» É o estrangeiro, o samaritano, o publicano...? Tenho de
amar esses pecadores, estrangeiros, hereges?...
E Jesus responde-lhe com uma
frase que interroga a sua oração passiva: «Não importa quem é o outro; importa
como te comportas tu». No final da passagem, despede-o com uma exortação: «Vai
e faz tu o mesmo», «Faz isto e terás a vida.»
Sempre o verbo fazer: dar de
comer ao faminto e de beber ao sedento, acolher o peregrino, visitar o doente
ou o preso, perdoar, partilhar, servir, tornar-se escravo...
Por Jesus sabemos
que todo o conhecimento que não leva ao serviço é infrutífero; que o importante
não é a teoria, mas o comportamento; que não é o entendimento nem a razão que
justificam a nossa vida, mas a compaixão, o amor... E é evidente que amar não
tem nada que ver com filosofar, com entender, mas com sentir, com comover-se,
com aproximar-se, com envolver-se, com servir...
«O evangelho é a sabedoria dos
simples», dizia o bispo Ruiz de Galarreta: «O resumo da Boa Nova de Jesus é uma
descoberta alegre: o meu Pai ama-me, os meus irmãos precisam de mim e eu
preciso deles, e sei que posso contar com o seu carinho.»
Se algo é de Jesus, deve ser
compreensível por todos, sem exceção, e se não o é, não é de Jesus. O que é de
Jesus é tão simples que Santo Inácio de Loyola foi capaz de resumir numa
expressão extremamente simples: «Em tudo amar e servir.»
Miguel Ángel Munárriz Casajús, em Fé Adulta
Somos Amor
«O amor é a única coisa que nos salva — constrói-nos interiormente — e a única coisa que salvará a Humanidade. Ao vivê-lo, não estamos, em primeiro lugar, a adotar uma exigência moral, mas a deixar que se expresse o que somos em profundidade: somos amor.»
Enrique Martínez Lozano, em Fé Adulta
Como viver hoje uma fé prática? Três sugestões:
· Façamos algo bom além do âmbito familiar: porque é preciso amar e cuidar da família. Mas, como somos uma família humana, temos responsabilidades para com todas as pessoas.
· Façamos algo de bom pela convivência social: porque a democracia está em perigo. E tudo o que fizermos para melhorar a convivência redundará em benefício para a nossa democracia ameaçada.
· Façamos algo pela paz: sempre necessária e agora dramaticamente urgente. Se não semearmos a paz, não haverá colheita de humanidade.
Helder Câmara dizia, e tinha razão, que muitos não lerão outro livro de fé além da vida dos cristãos. Vamos ver o que os outros leem, o que veem em nós que apreciamos Jesus. Se virem empatia, solidariedade, respeito, cuidado, estamos no caminho certo.
Fidel Aizpurúa, em Fé Adulta
Pedir a Deus que faça o nosso trabalho?
Hoje é um bom dia para recordar os rostos e os nomes das pessoas que encontramos ao longo da vida, aquelas pessoas que precisavam de nós e, em vez de ajudá-las, passámos ao lado.
É possível que, para tranquilizar a nossa consciência, tenhamos pedido a Deus que fizesse o nosso trabalho. É mais confortável rezar e interceder pelas necessidades dos outros do que «curar as feridas e colocar o próximo na montaria em que estamos sentados confortavelmente».
Marifé Ramos, em Fé Adulta
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