«Quando te vi sorrir a quem te fez tanto mal, entendi qual é a tua verdadeira força» (Jose Luis Vaquero)
Eu sempre tinha admirado o seu sorriso. Era um sorriso que
iluminava qualquer sala, que parecia apagar todas as preocupações do mundo.
Mas num dia de confidências, ao vê-la rir com tanta
intensidade, algo em mim mudou e ao mesmo tempo me encheu de curiosidade. Naquele
instante, entendi que por trás desse sorriso radiante poderia se esconder uma
história de dor, uma cicatriz profunda que o tempo não tinha conseguido apagar
completamente.
Aproximei-me dela com cautela, como quem entra numa floresta
desconhecida alerta sem saber o que será. E enquanto compartilhava as suas
confidências, descobri um mundo de emoções que nunca tinha imaginado antes.
Ela falou-me de amores perdidos, de sonhos quebrados, de
feridas que pensou nunca iriam sarar. Mas à medida que falava, a sua voz encheu-se
de uma força que me surpreendia e influenciava de alguma forma a minha própria
alma.
Foi quando entendi que o seu sorriso não era apenas uma
expressão de felicidade, mas uma demonstração de força e coragem. Era a prova
de que ela tinha sobrevivido às tempestades e ciclones da sua própria vida e
que havia saído mais forte do que ela mesmo buscava ou pretendia.
O seu sorriso era um escudo que protegia a sua fragilidade,
mas também uma bandeira que balançava ao vento, anunciando ao mundo que estava
viva e que seguiria em frente.
Naquele momento, eu sabia que tinha encontrado alguém
especial: não apenas mais uma amiga, mas uma aliada, uma companheira de viagem.
E juntos, continuaríamos caminhando para um futuro mais
brilhante, acenando as nossas cicatrizes como medalhas de honra, lembrando-nos
sempre que a força que habita no nosso interior é aquela que nos levará adiante
em qualquer situação.
Jose Luis Vaquero, pensador espanhol, autor de Sal Fuera de Ti
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