A Igreja sonhada

A Igreja que eu sonho
não tem muros que aprisionam,
mas portas sempre abertas
onde todos encontram lar.
 
É casa que não pergunta,
mas acolhe o que chega cansado;
é mesa onde o pão se multiplica
e o vinho se torna abraço.
 
A Igreja que eu sonho
fala a língua da esperança,
não o peso da condenação;
canta o Evangelho com ternura,
dança ao ritmo da compaixão.
 
É povo em caminho,
não cortejo de perfeitos;
é ferida que se deixa tocar
pelo bálsamo da graça.
 
A Igreja que eu sonho
tem rosto de mãe,
mãos de irmão,
coração de pastor.
 
Não teme o vento da mudança,
pois confia no Espírito
que sopra livre e fecundo
como no primeiro Pentecostes.
 
A Igreja que eu sonho
é pobre como o presépio,
mas rica de humanidade;
é santa porque é amada,
pecadora porque é real.
 
E neste sonho que rezo,
não é utopia distante:
a Igreja que eu sonho
é a que Cristo sonhou primeiro
quando nos chamou simplesmente…
A Igreja.
 

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