Dez ideias pastorais concretas para promover o silêncio sagrado em santuários, igrejas e capelas, valorizando o recolhimento e a oração
Colocar mensagens visuais simples à entrada e no interior: “Silêncio: lugar de encontro com Deus”, com ícones universais (vela, cruz, oração), em várias línguas se necessário, ou o ícone de Nossa Senhora do Silêncio.
2. Momentos musicais de acolhimento
Substituir ruídos de conversa por música suave (órgão, canto gregoriano, instrumental sacro) antes das celebrações, criando ambiente de recolhimento.
3. Equipa de acolhimento formativa
Formar voluntários que acolham os fiéis com sorriso e discrição, recordando com delicadeza o valor do silêncio.
Usar a estratégia de Taizé com jovens com uma placa SILÊNCIO à entrada, ou como havia no Santuário de Fátima, nas escadarias e colunatas, em redor da Capelinha e na entrada da Basílica jovens a solicitar o silêncio, devidamente identificados.
4. Espaços dedicados à convivência
Criar locais próprios (claustros, salas de apoio, cafés paroquiais) para conversa fraterna, distinguindo claramente a igreja como espaço de silêncio.
Aproveitar o adro da igreja como espaço de convívio e diálogo, com pontos de sombra nos dias mais quentes….
5. Catequese sobre o silêncio
Incluir nas homilias, encontros de catequese, boletins e redes sociais da paróquia formações sobre o silêncio como linguagem da oração e da contemplação.
6. Sinos e pausas de recolhimento
Antes da missa ou celebrações, promover 2 minutos de silêncio em comum, marcados por um sino suave, educando a assembleia para escutar interiormente.
Ensinar a linguagem dos toques do sino
7. Testemunhos e símbolos de oração
Velas acesas, imagem de Cristo Eucarístico ou cartaz com versículo bíblico (ex.: “Fala, Senhor, que o teu servo escuta”) podem inspirar naturalmente o recolhimento.
8. Formação de guias de santuários
Explicar a peregrinos e turistas que o silêncio faz parte da experiência espiritual. Nos roteiros e visitas guiadas, reservar tempos explícitos de silêncio.
9. Espaços de silêncio absoluto
Em grandes santuários, assinalar certas capelas laterais como “Capela do Silêncio”, onde não se fala nem se fotografa, permitindo profunda intimidade com Deus. Nas igrejas novas já existem as Capelas da Adoração e nas mais antigas pode criar-se um espaço de maior recolhimento.
10. Exemplos dados pelos ministros
Sacerdotes, religiosos, catequistas, acólitos, sacristão, leitores e músicos devem dar testemunho: entrando em silêncio, rezando em recolhimento, evitando comentários desnecessários no presbitério.
Sérgio Carvalho,
teólogo, especialista em assuntos religiosos, professor, jornalista e animador pastoral,
Comentários
Enviar um comentário