«Família - uma fábrica de esperança» - pensamentos do Papa Francisco

Somos diariamente confrontados com atos de violência dentro das famílias (basta ler os jornais, seguir as rubricas Análise Criminal ou Atualidade, na SIC ou TVI, respetivamente).

São acontecimentos que nos lembram a fragilidade humana e a urgência de renovada atenção. Não são apenas notícias; são gritos silenciosos que nos desafiam a olhar mais atentamente para a família que somos, quem amamos, e para o sonho da família que Deus quer para todas as pessoas.

Estes acontentimentos leveram-me ao discurso do Papa Francisco, na vigília de oração com as famílias, durante o 8.º Encontro Mundial das Famílias, Filadélfia, EUA (na íntegra, aqui: Vaticano: Vigília de oração com as famílias. Discurso do PapaFrancisco), de que seleciono alguns pensamentos:

«Sabeis do que Deus mais gosta? Bater às portas das famílias. E encontrar as famílias unidas, encontrar as famílias que se amam, encontrar as famílias onde crescem os seus filhos e os educam e seguem em frente com eles, e criam uma sociedade de bondade, verdade e beleza.»

«Nas famílias também, depois da cruz, há ressurreição, porque o Filho de Deus nos abriu esse caminho. Por isso, a família é – perdoai-me a palavra – uma fábrica de esperança; esperança de vida e ressurreição, porque foi Deus quem abriu esse caminho» (Papa Francisco, 8.º Encontro Mundial das Famílias, Filadélfia, EUA)
«As crianças e os jovens são o futuro, são a força, aqueles que levam as coisas para frente. São aqueles em quem colocamos a esperança.» 

«Os avós são a memória da família. São aqueles que nos deram a fé, transmitiram-nos a fé. Cuidar dos avós e cuidar das crianças é a demonstração de amor, não sei se maior, mas – diria eu – mais promissória da família, porque eles prometem o futuro.»

«Um povo que não sabe cuidar das crianças e dos avós é um povo sem futuro, porque não tem nenhuma força e nenhuma memória para seguir em frente.»

«O amor é a missão da família.
Peço gestos que, mesmo pequenos, possam fazer a diferença no dia a dia.
São gestos de mãe, de avó, de pai, de avô, de filho, de irmãos.
São gestos de ternura, de afeto, de compaixão.
Gestos como o prato quente de quem espera para jantar, como o café da manhã de quem sabe acompanhar o levantar na alvorada.
É a bênção antes de dormir, e o abraço ao regressar duma jornada de trabalho.
O amor exprime-se em pequenas coisas, na atenção aos detalhes de cada dia que fazem com que a vida sempre tenha sabor de casa. A fé cresce quando é vivida e plasmada pelo amor.»

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