A mensagem para o Dia Mundial das Missões deste ano –
celebrado a 19 de outubro –, escrita pelo Papa Francisco, recorda aspetos
relevantes da identidade missionária cristã = pode ser lida na íntegra no site do Vaticano: «Missionários de esperança entre os povos»
O Papa Francisco escolheu como lema do mês de outubro Missionários
de esperança entre os povos, porque «recorda a cada cristão e a toda a
Igreja, comunidade dos batizados, a vocação fundamental de ser mensageiros e
construtores da esperança nas pegadas de Cristo».
Francisco começa por apresentar Cristo, nossa esperança: «Na
sua vida terrena, Ele “andou de lugar em lugar, fazendo o bem e curando todos
os que eram oprimidos” pelo mal e pelo Maligno (cf. Atos dos Apóstolos 10, 38),
restituindo a esperança em Deus aos necessitados e ao povo. Além disso,
experimentou cada uma das fragilidades humanas, exceto a do pecado, passando
mesmo por momentos críticos, como na agonia do Getsémani e na cruz, que podiam
levar ao desespero. Porém, Jesus tudo entregava a Deus Pai, obedecendo com
total confiança ao seu projeto salvífico em favor da humanidade, um projeto de
paz por um futuro de esperança (cf. Jr 29, 11). Deste modo, tornou-se o divino
Missionário da esperança, modelo supremo de todos aqueles que, ao longo dos
séculos, dão seguimento à missão recebida de Deus, mesmo no meio de provações
extremas.»
Agora, «por meio dos seus discípulos, enviados a todos os
povos e acompanhados misticamente por Ele, o Senhor Jesus continua o seu
ministério de esperança em favor da humanidade. Ele ainda hoje se inclina sobre
cada pobre, aflito, desesperado e oprimido pelo mal, para derramar «sobre as
suas feridas o óleo da consolação e o vinho da esperança» (Prefácio Cristo, Bom
Samaritano)», escreveu Francisco. E continuou: «Por isso, sintamo-nos nós
também inspirados a pormo-nos a caminho, seguindo os passos do Senhor Jesus,
para nos tornarmos, com Ele e n’Ele, sinais e mensageiros de esperança para
todos, em qualquer lugar e circunstância que Deus nos concede viver.»
Francisco também realça que a identidade dos cristãos é ser
«missionários da esperança entre os povos», ao «estilo de Deus: com
proximidade, compaixão e ternura, cuidando da relação pessoal com os irmãos e
irmãs na sua situação concreta». Para isso, somos chamados a ser cada vez mais
«sinal do Coração de Cristo e do amor do Pai, abraçando o mundo inteiro».
O Papa Francisco indica três caminhos para renovar a
espiritualidade missionária da esperança.
Em primeiro lugar, é necessário viver
intensamente «cada celebração eucarística, conscientes de que fomos «batizados
na morte e ressurreição redentora de Cristo, na Páscoa do Senhor».
A segunda
forma de renovação é rezar, porque «a pessoa que tem esperança é uma pessoa que
reza» e quem reza tem «o constante desejo missionário de que Deus seja louvado
por todos os povos».
A terceira via de renovação consiste na realização da
missão de evangelização. O apelo do Papa Francisco é veemente: «Exorto todos
vós – crianças, jovens, adultos, idosos – a participar ativamente na comum
missão evangelizadora com o testemunho da vossa vida e oração, com os vossos
sacrifícios e a vossa generosidade.»
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