«A santidade tem um rosto lindo, em Bentiu», cidade do Sudão do Sul - escreve o bispo Christian Carlassare
A cara de um jovem que recusa manipulação, violência, pegar armas e se compromete com reconciliar e unir a comunidade.
A cara de um homem ou mulher que rejeita a corrupção, ou fazer coisas porque os outros fazem assim: é a nossa cultura, sempre fizemos assim, e fala a verdade e faz o que é certo fazer.
A cara de um professor que deixa um trabalho mais bem pago para ensinar e abrir mentes e corações para a justiça.
A cara de uma enfermeira ou profissional de saúde que cuida dos doentes mesmo quando os medicamentos são limitados.
O rosto de uma pessoa que está responsavelmente comprometida com o bem comum e não pelo bem de uma única pessoa ou grupo.
Santidade é compromisso com o Reino de Deus porque o sonho de Deus para a Humanidade pode começar aqui e agora.
No Sudão do Sul, santidade significa recusar-se a ceder ao desespero mesmo quando vemos fome, desigualdade, corrupção e violência.
Os santos são testemunhas de esperança e ajudam-nos a esperar coisas melhores, sentindo uma raiva santa pelas coisas como elas são, e comprometendo-nos com coragem para mudá-las.
A celebração do Todos os Santos não é apenas lembrar e alegrar-se pela santidade dos outros. Trata-se de chamar: cada um de nós é chamado a ser santo: “Um cristão não pode pensar na sua missão na terra sem vê-la como um caminho de santidade, ‘porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação’ (1Tes 4:3). Cada santo é uma missão – planeada pelo Pai – para refletir e encarnar, num momento específico da história, um certo aspecto do Evangelho” (Papa Francisco em Gaudete et Exultate 19).
“A santidade não é outra coisa do que a caridade vivida plenamente” (Papa Bento XVI).
Bispo Christian Carlassare, missionário comboniano do Coração de Jesus, em https://www.facebook.com/christian.carlassare
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