Como contrariar a frase que nasce da experiência: «Se fazes algo voluntariamente duas vezes, a terceira será esperada e a quarta será exigida»?
Como contrariar a frase que nasce da experiência: «Se fazes algo voluntariamente duas vezes, a terceira será esperada e a quarta será exigida»? Em linguagem popular, «dás a mão e pedem-te o braço».
A resposta poderá incluir cinco atitudes
1 - Ser explícitos - logo na primeira vez em que se faz algo voluntariamente para outro(s), dizer algo como: «Faço isso com gosto, mas é importante deixar claro que é um apoio pontual/voluntário, não uma responsabilidade fixa.»
2 - Usar a técnica do sim, mas... - À segunda vez, fazer bem feito, mas deixar claro que não se sente obrigado(a) a fazer mais vezes: "Sim, vou ajudar, mas só consigo por [tempo limitado] ou fazendo [tarefa específica]." Isso demonstra o valor da ação, sem criar dependência. "
3 - Comunicar limites - se a pessoa ajudada der sinais de aguardar a terceira vez, dizer: «Adoro ajudar, mas agora estou sobrecarregado(a) com [outra tarefa]. Posso ajudar na [próxima semana], mas não agora.»
4 - Educar para a reciprocidade das iniciativas - Não ser sempre o único a prestar um serviço, mas deixar claro que também espera que os outros assumam a iniciativa.
5 - Transformar a ação voluntária em ato formal e, talvez, remunerado - Se a ação que começou voluntariamente passar a ser exigida, dizer: «Percebi que a minha ação se tornou uma necessidade constante. Gostaria de entender como podemos formalizar isso (se for útil) ou se prefere que eu me concentre em [outra área], para que eu possa ser mais útil de forma sustentável.»
Em Resumo - A chave é a eficiência na comunicação, para estabelecer limites e manter a autonomia, lembrando que voluntariado é uma escolha, não uma obrigação crescente.
Dizer "não" gentilmente, mas com firmeza, é fundamental para manter o valor da ação, o equilíbrio entre as partes e não haver exploração de um pelo outro.
Comentários
Enviar um comentário