Crítico de uma sociedade que governa pela métrica, pela eficiência física e pela produtividade económica, Stan Chu Ilo, professor da DePaul University, em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos, encontra na
Exortação Apostólica Dilexi te: sobre o amor para com os pobres, iniciada por Francisco e concluída por Leão XIV, uma série de afirmações contraculturais que podem inspirar um mundo novo.
Uma delas é que “os pobres não são um problema a ser resolvido, mas pessoas a serem encontradas. Não um obstáculo para o desenvolvimento, mas o sacramento da proximidade de Deus”.
Este ensinamento, disse ele na videoconferência ministrada no Instituto Humanitas Unisinos – IHU em dezembro doe 2025, “está firmemente imbuído na grande tradição da doutrina social da Igreja”.
Analisando a Dilexi te à luz do pensamento de Santo Agostinho, Stan Chu Ilo compara a nossa era com a cidade dos homens, sobre a qual refletiu o bispo de Hipona em Cidade de Deus. Na cidade dos homens, diz, os pobres são administrados, estudados e “têm proporcionado empregos para guerreiros da pobreza: humanitários célebres, aqueles que estão buscando ajudar os pobres, em vez de os pobres se ajudarem”.
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