O que são as tentações para a doutrina católica e três dicas para as vencer

«Há três coisas absolutamente necessárias para combater as tentações: 
a oração, que nos esclarece;
os sacramentos, que nos dão força;
e a vigilância, que nos preserva.»
(São João-Maria Vianney (1786-1859), presbítero, Cura de Ars)

Na moral católica, as tentações são sugestões ou impulsos para o pecado que se originam de três fontes principais: o mundo (valores mundanos), a carne (inclinações humanas) e o demónio.

As tentações testam a fidelidade a Deus.

A pessoa fiel a Deus vence as tentações com o exercício das virtudes.

As principais manifestações das tentações incluem: 
Soberba e Vaidade: A exaltação do "eu", que leva à autossuficiência, ao orgulho e ao desejo de ser superior aos outros.

Ganância e Materialismo: O apego excessivo aos bens materiais e ao dinheiro, considerando-os mais importantes do que a vida espiritual, a caridade, o bem comum, a dignidade de cada pessoa.

Sede de Poder: A busca por dominar, manipular ou explorar o próximo em proveito próprio, desviando-se do espírito de serviço. 

Sensualidade e Luxúria: O descontrolo dos desejos e impulsos dos instintos, indo contra as virtudes da temperança, da castidade e contra o respeito sagrado pelo próprio corpo e pelo corpo do outro. 

Desconfiança de Deus: A dúvida sobre a providência divina, que leva à angústia, ao desespero ou à tentativa de instrumentalizar Deus para realizar vontades humanas.

A doutrina católica ensina que sentir a tentação não é pecado, mas sim uma prova. O pecado só ocorre quando há consentimento voluntário. Para combatê-las, a Igreja recomenda o cultivo da oração, dos sacramentos e a vigilância constante.

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