«Nem eu nem a geração que nos está a ler veremos um padre casado na Igreja Católica latina», diz Jorge Carlos Patrón Wong, que foi Secretário para os Seminários da Congregação para o Clero de 2013 a 2021

«Ni yo ni la generación que nos está leyendo veremos un sacerdote casado en la Iglesia católica latina» («Nem eu nem a geração que nos está a ler veremos um padre casado na Igreja Católica latina»), diz Jorge Carlos Patrón Wong, arcebispo católico romano mexicano que trabalhou na Cúria Romana como Secretário para os Seminários da Congregação para o Clero de 2013 a 2021, em entrevista à revista Vida Nueva, que pode ler-se nesta hiperligação: Ni yo ni la generación que nos está leyendo veremos un sacerdote casado en la Iglesia católica latina

Tradução dos parágrafos sobre o tema
O debate sobre os padres casados e os «viri probati»: está encerrado ou em suspenso?
É preciso reconhecer que voltaremos a este assunto. Na Igreja Católica, nenhum tema deveria ser encerrado para sempre, mas há questões que ficam resolvidas num determinado momento histórico. Se me perguntarem o que acontecerá daqui a vinte séculos, não sei. O que acredito, sim, é que nem eu nem a geração que nos está a ler verá um sacerdote casado na Igreja Católica latina.

Muitos séculos demonstraram os bons frutos e a riqueza do celibato sacerdotal, e isso não pode ser apagado.
Porque não torná-lo opcional?
Precisamente porque, na Igreja Católica, o povo de Deus fez com que o que era opcional acabasse por se identificar praticamente com a dimensão cristológica, não só com os apóstolos, mas com Cristo.

Isto tem um peso muito importante na experiência dos nossos sacerdotes e na cultura ocidental. Também os leigos preferem os sacerdotes celibatários. Há outra realidade: os nossos irmãos das Igrejas orientais defendem que nós, como Igreja latina, continuemos com o celibato.

Para concluir, há um campo enorme em que devemos, de facto, abrir-nos: o diaconato permanente, que é uma riqueza vocacional. Em vez de o apresentar como uma coisa ou outra, podemos ter ambas. É uma vocação específica, ministerial e sacerdotal — no sentido do ministério —, que combina também o elemento leigo. Se nos lançássemos por todo o lado a promover a vocação ao diaconato permanente, a Igreja enriquecer-se-ia.

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