Um ditado popular diz: «É fácil levar a égua até ao meio do
ribeiro. O difícil é convencer a égua a beber a água.» De facto: se ela não
estiver com sede, não beberá água por mais que o seu dono a force.
Bem diferente é se a égua está com sede e o dono a leva ao
ribeiro. Depois de provar da água, a partir de então, ela, por vontade própria,
tomará a iniciativa de ir até ao ribeiro.
Aplicado à educação, seja na escola,
seja na catequese, este ditado seria: «É fácil obrigar os filhos a ir à escola/catequese.
O difícil é convencê-los a aprender aquilo que não querem aprender. Bem diferente
é servir-lhes o que vai alimentar a sua curiosidade, de modo que eles próprios,
por sua livre e espontânea vontade, queiram aprender.»
A catequese é uma experiência que contribui para o
crescimento das crianças, dos adolescentes e dos jovens em sabedoria e em
virtudes humanas e religiosas. A catequese é importante para alimentar a vida espiritual,
que, por sua vez, dá forma às outras dimensões da vida.
Por isso, os filhos com idade para andar na catequese podem
pedir aos pais – que os inscrevem ou que, pensando nisso, não os inscrevem
– que tenham consciência da importância deste momento na vida deles.
Não basta aos pais “matricular” os filhos na catequese e
esperar que os catequistas façam o milagre da conversão deles, ou, menos ainda,
que os ocupem um par de horas.
Clicar para leitura complementar também neste blogue:
Sem a participação e envolvimento dos pais, a catequese
será para os filhos mais uma ocupação, uma atividade tradicional. Dos pais até
poderão ouvir: «Vais frequentar a catequese porque nós também o fizemos, e toda
a gente vai à catequese.»
Bem diferente é se os pais lhes explicam a verdadeira
importância da catequese e lhes dão motivos convincentes para participar.
A falta de uma explicação, de um estímulo, gera
descontentamento nos filhos. E ninguém gosta de fazer algo forçado, muito menos
crianças e jovens adolescentes.
À família, pede-se que acompanhe a catequese dos seus
membros. Alguns pais inscrevem os filhos e só procuram saber novidades no dia
na celebração final ou por ocasião de algum evento. Todavia, os filhos precisam
do devido acompanhamento, de perceber na família algum interesse pelos assuntos
abordados.
Nesse sentido:
- Os pais hão de manter contacto com o(a) catequista, conversar,
apoiar.
- Os pais hão de participar na vida religiosa dos filhos, e a
participação missa é um forte momento de encontro comunitário.
- Os pais estimularão os filho a ser assíduos e pontuais, e
não aprovarão faltas por qualquer motivo fútil.
- Os pais animarão os filhos a ser presença de qualidade e,
quando algo correr mal, evitarão culpar sem apontar alternativas. Há pais que
culpam o padre, a Igreja, a catequese, o catequista... E isso desanima e
afasta. Bem diferente é refletir com o filho sobre o que fazer, pela positiva,
para mudar a situação.
- Os pais alimentarão a sua curiosidade, falando dos temas
com os filhos. A Bíblia tem muito de cultura, de sabedoria, de pessoas e
histórias com valores. É impossível não aprender cada dia algo novo.
- Pais e filhos rezarão juntos.
- Pais e filhos participarão nas atividades programadas pela catequese. E não arrastarão os filhos para outros eventos que os impedem de participar.
- Pais e filhos entenderão que na catequese, como em casa, na escola, num trabalho, numa ocupação de tempos livres, numa coletividade ou clube, há regras que precisam
ser cumpridas para que ela tenha êxito.
- E todos lembrar-se-ão que os catequistas não são milagreiros. Sem a ajuda dos pais, a catequese não tem
efeito.

Muito bom
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