Todos os dias,
podemos elevar a Deus uma oração pela Criação. Mas o «Amém» significa transformar
a oração em gestos concretos, porque a conversão ecológica começa quando
percebemos que cuidar da Casa Comum é um imperativo da nossa fé.
1.º — Amarás a
Criação como dom de Deus
Não olharás para a Natureza como uma coisa que te pertence, mas como uma dádiva que recebeste e tens a responsabilidade de entregar às próximas gerações.
Gesto Missionário: Vou escolher um lugar da Natureza
— uma árvore, um jardim, um rio, uma praia — e parar alguns minutos diante
dele. Observá-lo-ei, agradecerei a Deus e comprometer-me-ei a cuidar deste
pedacinho da Casa Comum.
2.º — Não
desperdiçarás
Água, alimentos, energia, roupa, papel, tempo… O desperdício parece pequeno, mas multiplicado por milhões de pessoas torna-se uma enorme ferida na Terra. Antes de deitares fora, perguntarás: «Não preciso mesmo disto? Não conheço ninguém que precise disto?» O desperdício é uma forma silenciosa de injustiça.
Gesto Missionário: Não deitarei fora comida que
ainda possa ser aproveitada. Guardarei, congelarei, reinventarei uma refeição
ou partilhá-la-ei com alguém.
3.º — Não
transformarás o consumo num deus
Não comprarás apenas porque podes comprar. Aprenderás a distinguir entre aquilo de que precisas e aquilo que apenas desejas. A felicidade não cabe num carrinho de compras.
Gesto Missionário: Antes de comprar alguma coisa,
esperarei 24 horas e perguntarei: «Preciso mesmo disto?» Se a resposta for não,
não compro. Guardarei esse dinheiro para algo verdadeiramente necessário ou
para ajudar alguém.
4.º — Respeitarás
a água
Não deixarás uma torneira correr inutilmente, não gastarás água como se fosse inesgotável e defenderás rios, ribeiras, aquíferos e oceanos. A água é vida. Não podes comportar-te como se fosse infinita.
Gesto Missionário: Vou fechar a torneira enquanto
lavo os dentes e reduzirei o tempo do duche. E calcularei quanta água consegui
poupar em todas as atividades ao longo do dia.
5.º — Não farás da
Terra o teu caixote do lixo
Reduzirás, reutilizarás, repararás e reciclarás. E lembrar-te-ás de que o melhor lixo é aquele que nunca chegou a ser produzido. Terás consciência de que o planeta não consegue continuar a receber tudo aquilo que decides deitar fora, e que reduzir é melhor do que reciclar.
Gesto Missionário: Vou optar por produtos não descartáveis
em todos os serviços domésticos. Evitarei sacos desnecessários. Recusarei
embalagens de que não preciso.
6.º — Protegerás
os animais e as plantas
Não considerarás inútil uma abelha, uma andorinha, uma árvore ou uma pequena flor. Cada criatura tem o seu lugar tem o seu lugar na obra de Deus e na maravilhosa teia da vida.
Gesto Missionário: Plantarei uma flor, uma erva
aromática ou outra espécie adequada ao meu espaço que possa alimentar ou
abrigar insetos. Se não tenho espaço, patrocinarei uma área verde.
7.º — Cuidarás do
clima também com os teus pés
Sempre que puderes, andarás a pé, usarás bicicleta ou transportes públicos e reduzirás aquilo que contribui desnecessariamente para o aquecimento do planeta.
Gesto Missionário: Escolherei pelo menos um dia
desta semana para fazer a pé, de bicicleta ou de transportes públicos uma
deslocação que normalmente faria de carro.
8.º — Não serás
indiferente
Quando vires uma floresta destruída, um rio poluído, uma praia cheia de lixo ou uma espécie ameaçada, não dirás simplesmente: «Alguém devia fazer alguma coisa.» Tu és alguém. Quando a Criação está ameaçada, todos somos chamados a agir.
Gesto Missionário: Escolherei um problema ambiental
da tua terra — lixo, desperdício de água, árvores ameaçadas, poluição, abandono
de espaços verdes — e informar-me-ei sobre ele. Depois, falarei dele com pelo
menos uma pessoa e darei o meu contributo da melhor maneira que puder.
9.º — Não usarás a
Natureza apenas para teu prazer
Quando fores à praia, à montanha ou ao campo, lembra-te: estás a visitar uma casa que não é tua. Deixarás atrás de ti apenas pegadas — e levarás contigo fotografias, memórias e gratidão.
Gesto Missionário: Nas minhas caminhadas,
agradecerei aos funcionários que mantêm os espaços limpos; recolherei resíduos
que encontrar pelo caminho (não é preciso esperar por uma grande campanha para
fazer uma pequena limpeza); e chamarei a atenção quem estiver a poluir ou sujar.
10.º — Transformarás
a oração em ação
Rezarás pela Criação, sim. Mas a oração não pode terminar quando dizes «Ámen». Levantar-te-ás e farás alguma coisa por ela. Porque não basta pedir a Deus que cuide da nossa Casa Comum se nós próprios nos recusamos a cuidar dela.
Gesto Missionário: Farei todos os dias uma breve
oração pela Casa Comum. E, logo depois, realizarei um gesto concreto de cuidado
pela Natureza. Uma oração. Um gesto. Todos os dias.
E um 11.º
mandamento… — Não dirás: «É só uma pequena coisa.»
Uma torneira fechada.
Uma refeição não desperdiçada.
Uma garrafa reutilizada.
Uma árvore plantada.
Uma deslocação feita a pé.
Um pedaço de lixo retirado da praia.
Uma criança ensinada a amar uma flor.
Parecem pequenas coisas.
Mas é de pequenas coisas que Deus faz nascer grandes mudanças.
A conversão ecológica não começa no planeta.
Começa em mim.
E talvez a pergunta mais importante deste mês seja esta:
«Que mudança na minha vida nascerá da minha oração pela Criação?»
Não olharás para a Natureza como uma coisa que te pertence, mas como uma dádiva que recebeste e tens a responsabilidade de entregar às próximas gerações.
Água, alimentos, energia, roupa, papel, tempo… O desperdício parece pequeno, mas multiplicado por milhões de pessoas torna-se uma enorme ferida na Terra. Antes de deitares fora, perguntarás: «Não preciso mesmo disto? Não conheço ninguém que precise disto?» O desperdício é uma forma silenciosa de injustiça.
Não comprarás apenas porque podes comprar. Aprenderás a distinguir entre aquilo de que precisas e aquilo que apenas desejas. A felicidade não cabe num carrinho de compras.
Não deixarás uma torneira correr inutilmente, não gastarás água como se fosse inesgotável e defenderás rios, ribeiras, aquíferos e oceanos. A água é vida. Não podes comportar-te como se fosse infinita.
Reduzirás, reutilizarás, repararás e reciclarás. E lembrar-te-ás de que o melhor lixo é aquele que nunca chegou a ser produzido. Terás consciência de que o planeta não consegue continuar a receber tudo aquilo que decides deitar fora, e que reduzir é melhor do que reciclar.
Não considerarás inútil uma abelha, uma andorinha, uma árvore ou uma pequena flor. Cada criatura tem o seu lugar tem o seu lugar na obra de Deus e na maravilhosa teia da vida.
Sempre que puderes, andarás a pé, usarás bicicleta ou transportes públicos e reduzirás aquilo que contribui desnecessariamente para o aquecimento do planeta.
Quando vires uma floresta destruída, um rio poluído, uma praia cheia de lixo ou uma espécie ameaçada, não dirás simplesmente: «Alguém devia fazer alguma coisa.» Tu és alguém. Quando a Criação está ameaçada, todos somos chamados a agir.
Quando fores à praia, à montanha ou ao campo, lembra-te: estás a visitar uma casa que não é tua. Deixarás atrás de ti apenas pegadas — e levarás contigo fotografias, memórias e gratidão.
Rezarás pela Criação, sim. Mas a oração não pode terminar quando dizes «Ámen». Levantar-te-ás e farás alguma coisa por ela. Porque não basta pedir a Deus que cuide da nossa Casa Comum se nós próprios nos recusamos a cuidar dela.
Uma torneira fechada.
Uma refeição não desperdiçada.
Uma garrafa reutilizada.
Uma árvore plantada.
Uma deslocação feita a pé.
Um pedaço de lixo retirado da praia.
Uma criança ensinada a amar uma flor.
Parecem pequenas coisas.
Mas é de pequenas coisas que Deus faz nascer grandes mudanças.
A conversão ecológica não começa no planeta.
Começa em mim.
E talvez a pergunta mais importante deste mês seja esta:
«Que mudança na minha vida nascerá da minha oração pela Criação?»
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